Nos Estados Unidos, o porte de armas é garantido pela Segunda Emenda da Constituição, de 1791, um direito bastante fácil de se exercer: um cidadão americano sem histórico de crimes é livre para adquirir desde pistolas a fuzis de assalto, muitas vezes encontrados em prateleiras de supermercados, lojas físicas, páginas na internet ou em "gun shows" - feiras bastante populares onde se vendem esses artigos livremente.
Uma arma é relativamente acessível para os americanos: uma pistola pode custar apenas U$200 (aproximadamente R$630), enquanto que um fuzil de assalto tem um valor médio de U$1,5 mil (R$4,7mil) - ou seja, comprar um revólver é quase tão simples quanto trocar de eletrodoméstico. Estima-se que existam quase 400 milhões de armas, uma média de 121 a cada 100 pessoas – mais armas do que gente. Apesar do alto número, apenas 3% dos civis possuem alguma arma. Ou seja, poucos americanos contam com um revólver na gaveta, ou na cinta.
Em estados como Virgínia e Nevada, é ainda mais fácil: a negociação pode ser realizada de maneira direta entre cidadãos e é permitida por lei, como em qualquer outro tipo de mercadoria. O controle de antecedentes criminais depende exclusivamente do interesse do vendedor.
De acordo com uma pesquisa realizada em 2016 pelas universidades de Harvard e Northeastern, o número de armas nos EUA aumentou em 70 milhões desde 1994. Cerca de 7,7% dos americanos portadores de armas de fogo, possuem entre oito e 140 revólveres - grupo batizado pelos pesquisadores de “super-proprietários”. Outro ponto destacado é o aumento de mulheres proprietárias - de 9% para 12% - devido à preocupação com a autodefesa.
A identificação de “super-proprietários” ainda é discutida. Embora a concentração seja um fenômeno comum na compra de quase qualquer tipo de produto, não se sabe ainda se, no caso de armas, é possível estabelecer uma relação entre ela e a propagação da violência.
A identificação de “super-proprietários” ainda é discutida. Embora a concentração seja um fenômeno comum na compra de quase qualquer tipo de produto, não se sabe ainda se, no caso de armas, é possível estabelecer uma relação entre ela e a propagação da violência.


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