Atualmente, qualquer brasileiro maior de 25 anos e sem antecedentes criminais pode ter uma arma em casa - a chamada “posse de arma”. Já o porte, ou seja, a permissão para andar na rua com um revólver na cinta, é um direito restrito a militares, policiais, funcionários de empresas de segurança privada e trabalhadores rurais que morem em locais distantes, sem policiamento. O país segue nesses padrões desde dezembro de 2003, quando foi assinado o Estatuto do Desarmamento no Brasil.
Mesmo com o uso restrito, a demanda é grande. Nos últimos 14 anos, o total de registros de armas aumentou consideravelmente: de 5.459 em 2004 para 42.387 em 2017. De acordo com a Polícia Federal, há 646.127 armas legais nas mãos de civis. Caso cada uma delas esteja com um brasileiro diferente (não há estatísticas que confirmem isso), aproximadamente 0,3% das pessoas tem arma em casa. O número exclui armas de militares, caçadores, colecionadores e as sob posse das Forças Armadas, registradas pelo Exército.
Porém, grande parte dos tiros fatais sai de armas registradas. De acordo com o Ministério da Justiça, ainda em 2010, 30% das armas apreendidas com criminosos tinham origem legal – ou seja, saíram das mãos da polícia, de militares ou de um civil autorizado. Em 2017, a Polícia Federal recolheu 135 mil armas nessa situação.
Ainda segundo o Ministério Público, o número de crimes causados por motivos fúteis ultrapassa a marca de 80% em estados como São Paulo e Santa Catarina. Brigas no trânsito, ciúmes, vingança ou conflito entre vizinhos são exemplos de motivações dessa natureza.
As armas ainda podem fazer outras vítimas. Em 2016, exemplares defeituosas da Taurus, maior fabricante nacional e que vende revólveres e fuzis em 70 países, já haviam feito pelo menos 55 vítimas só no Brasil. Entre os problemas mais comuns estão travas que não funcionam e revólveres que disparam sem serem acionados.
Mesmo com o uso restrito, a demanda é grande. Nos últimos 14 anos, o total de registros de armas aumentou consideravelmente: de 5.459 em 2004 para 42.387 em 2017. De acordo com a Polícia Federal, há 646.127 armas legais nas mãos de civis. Caso cada uma delas esteja com um brasileiro diferente (não há estatísticas que confirmem isso), aproximadamente 0,3% das pessoas tem arma em casa. O número exclui armas de militares, caçadores, colecionadores e as sob posse das Forças Armadas, registradas pelo Exército.
Homicídios
O Brasil lidera o ranking mundial de homicídios causados por armas de fogo do mundo. Foram 63,8 mil só no ano passado - boa parte causados por quem não pode portar uma arma de fogo. Mesmo não havendo dados recentes que comprovem o número de armas ilícitas no Brasil, em 2010, o Sistema Nacional de Armas (Sinarm), estimava uma média de 7,6 milhões – mais de dez vezes a quantidade de armas registradas.Porém, grande parte dos tiros fatais sai de armas registradas. De acordo com o Ministério da Justiça, ainda em 2010, 30% das armas apreendidas com criminosos tinham origem legal – ou seja, saíram das mãos da polícia, de militares ou de um civil autorizado. Em 2017, a Polícia Federal recolheu 135 mil armas nessa situação.
Ainda segundo o Ministério Público, o número de crimes causados por motivos fúteis ultrapassa a marca de 80% em estados como São Paulo e Santa Catarina. Brigas no trânsito, ciúmes, vingança ou conflito entre vizinhos são exemplos de motivações dessa natureza.
As armas ainda podem fazer outras vítimas. Em 2016, exemplares defeituosas da Taurus, maior fabricante nacional e que vende revólveres e fuzis em 70 países, já haviam feito pelo menos 55 vítimas só no Brasil. Entre os problemas mais comuns estão travas que não funcionam e revólveres que disparam sem serem acionados.


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